"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite

Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]

"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Depósito de segredos

Site faz sucesso publicando segredos de anônimos
01/11/2011 - 08h00 | JULIANA CUNHA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Se está difícil estabelecer laços duradouros, se é dúvida que o amigo de hoje será o mesmo de amanhã, a quem confiar nossos segredos?

A estranhos, prega o americano Frank Warren, criador do PostSecret, projeto alimentado por confissões, correio e um site que é sucesso.

Como são sucesso, também, as palestras, o aplicativo para celular e os livros do empresário. O mais recente, "Confessions on Life, Death, and God" (confissões sobre a vida, a morte e Deus, sem edição aqui), ficou no topo da lista de mais vendidos do "New York Times".

A ideia é simples: anônimos enviam segredos a um endereço e esperam vê-los publicados no site. É como um confessionário. Só que em vez de padre há milhares de curiosos e "voyeurs" navegando ali atrás de intimidades alheias.

Os relatos chegam à caixa postal em forma de cartões artesanais. Uns usam colagens sobre fotos, outros, recortes de revista. Ora parecem trabalhos escolares, ora obras de arte. Para Warren, são "haicais gráficos".

Os segredos vão dos pueris, como o do funcionário que se imagina atirando pássaros raivosos do jogo "Angry Birds" na careca do chefe, aos crimes, caso de alguém confessando que estava enviando torpedos quando causou um acidente.

Warren diz receber 500 cartões por semana, a maior parte dos EUA, mas também "de qualquer lugar que tenha falantes de inglês com segredos para contar".

O carioca Fellipe Gilard, 23, analista de marketing, já teve um segredo publicado no PostSecret: "Meu cartão demorou cinco meses para ir ao ar, mas foi legal ver algo meu ali no meio. É como um grupo de apoio à distância: cada um diz como se sente, ninguém julga ninguém. Meu segredo era sobre relacionamentos. É bom saber que você não é o único a se dar mal"

Reportagem completa: [http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/999546-site-faz-sucesso-publicando-segredos-de-anonimos.shtml]
O site (versão brasileira): [http://postsecretbrasil.tumblr.com/]

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Definitividades? (Rubem Alves) e complementação fática

Definitividades? (Rubem Alves)
 *****
(...) sabendo que nada é definitivo. Nem o casamento. Nem a profissão. E nem a própria vida... (...)

“Muito cedo para decidir” (Rubem Alves), texto extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar - O fim dos Vestibulares", Ars Poetica, São Paulo, 1995, pág. 31.
[http://www.releituras.com/rubemalves_decidir.asp] - acesso: 31/out/2011

*****

“Eu esperava que esse casamento durasse para sempre”
Kim Kardashian, atriz, ao anunciar o fim de sua união com o jogador de basquete Joel Johnson - o casamento durou 72 dias. [Revista Istoé, edição 2191, de 09/nov/2011, seção “Semana”, p. 28]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desejos

Em singela homenagem a tudo aquilo que não foi dito e/ou comunicado oportunamente, desejo:

1) Força, a todos aqueles que ainda precisam lutar;
2) Consolação, a todos aqueles que perderam;
3) E mais Força ainda aos que perderam e apesar disso recomeçam.

domingo, 15 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Olhando no espelho

Olho-me hoje ao espelho. O local é bem melhor iluminado que o do espelho de casa. E vejo meu rosto. Observo vários pelos brancos que ora nascem, em meu cabelo e na minha pretensa barba/cavanhaque.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aposentado?

“O Sr. é aposentado?”

[pergunta feita a mim por uma funcionária do Setor de RH do E.TJSP - R. da Consolação, na ocasião em que lá comparecemos (12/abr) para retirar declaração de rendimentos e comprovante do último pagamento]

Resposta: "Não, eu sou exonerado."

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sem título

Certa feita uma abelha, ou vespa, ou marimbondo, ou inseto voador qualquer com ferrão e veneno, já cansado(a) de tanto voar por aí sem rumo e destino, num prato de doces veio então a pousar, em cima de uma mesa ou escrivaninha, ao lado de uma estante de livros (montoeira seria o correto), em frente a uma cadeira (cadeira?). Escolheu dos doces (de alguém que seria viciado em açúcar) o que mais lhe apetecia (abóbora), tendo ali permanecido... Era noite (voa-se à noite?) e, pelo vidro da janela iluminou a cena a pálida luz do plenilúnio. Sentado na cadeira (devia ser sofá ou poltrona), um homem, já bem velho, muito, muito velho, com um livro nas mãos (quem consegue ler em cadeira?), tendo visto tanta coisa nessa vida, olha ainda a imagem dessa cena, ajeita nos olhos da cara os ensebados óculos e, esforçando-se para enxergar o que ora vê, por um breve momento tem/teve grata lembrança de um passado remoto, remotíssimo. Por um breve momento.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

impropriedade (sem contar o calor...)


17dez2010 - Papai Noel às crianças de semi-internato: "para receber(em) façam a fila por ordem de tamanho, primeiro meninas e depois meninos". É a falta de prática!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Descendência escriba/escrevente


de 13/dez/2010

Mudança de humor / transformação


O qual anteriormente era visto como "mal-humorado" atualmente chega a ser uma "figura engraçada".

Acontece, ou não, pois é apenas um único depoimento - carece de mais, ou ainda: ser uma figura engraçada não é o contrário de ser mal-humorado. Sendo contudo certo que a mundança de local e de atividade exerce considerável influência sobre o espírito.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A caneca inexistente

Há mais ou menos 3 anos, por volta dessa mesma época - comemorações de fim de ano, confraternizações, e eventos equivalentes - deixei eu, o oficial, de ganhar/receber um caneca.

Posteriormente fiquei sabendo desse lamentável fato existente/inexistente, bem como o motivo da não-entrega, dado que houvera efetivamente a aquisição, qual seja (o motivo), o meu "irritável" comportamento. Fazer o quê, não é? E ficamos sem caneca na ocasião.

Mas a vida segue o seu curso, e se eventualmente não recebemos a caneca, ganhamos contudo - de quem outrora não nos entregara o referido recipiente (ou pequeno vaso com asa, para líquidos) - coisas maiores e mais singulares que a indigitada caneca.

Obrigado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fadas, princesas e bruxas

Por que estando tantas fadas e princesas no palco alguém prestaria atenção maior em uma bruxa?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tomar chuva

Tomar chuva, há quem não aceite, correndo dela. Não sendo muito forte alguém aceita, e se põe molhado, afinal não se é feito de açúcar. E, para quê afinal? Para poder secar.

O pior frio

"Você não está com frio?" - perguntam

"O pior frio é o frio da alma". - respondem - "E por quê?" - isso não perguntaram - "Porque congela o espírito." - seria a resposta

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

(in)tolerância

Qual o limite da tolerância em face da intolerância?

Devemos "tolerar" a intolerância?

domingo, 5 de setembro de 2010

Quem sois vós?

[prolegômenos]: É mais fácil e/ou cômodo e comum atribuirmo-nos as VIRTUDES e aos outros/demais os vícios, hediondez de todo o gênero, sordidez moral, odiosidades diversas e mesquinharias em geral (B.R.insp.), daí que nossa opinião sobre o tema (NÓS) só pode restar suspeita, comprometida e carente de credibilidade. Como todos, porém, devo admitir que, dentre outras coisas, estou/sou sujeito a influências várias, que podem fazer flutuar nossas inclinações (L.Barreto.adap.) – “sujeito a instabilidades no período”.

[opção01]: “EU”: para a ordem geral do cosmos ou das coisas = NADA... (Calvin and Hobbes - Bill Waterson, adap.). /ou/ Insignificante conglomerado de carvão e água impura, rastejante/dor por alguns anos até que me dissolva novamente nos elementos do qual sou composto... (B.R.adap.)

[opção02]: conhecendo-me há alguns anos, e não me envaidecendo de ser eu mesmo, antes suportando com resignação essa identidade que tanto me pesava nos tormentosos dias da adolescência e que é o que me sobra na impossibilidade de ser coisa melhor... (O.Carvalho.adapt.)

[opção03]: Ainda não parti em busca de mim mesmo. E tenho que o grande risco e/ou perigo envolvido nessa busca é o de, eventualmente, encontrar-se (tal como Sidarta - H.Hesse).

[opção04]: Talvez não seja possível saber exatamente ou até mais ou menos quem se é/seja. Em resumo: devido à dificuldade da questão, reconheço que no momento não há elementos suficientes para resposta. Ficamos onde partimos, em outras palavras: não sei responder.

[...] Quando a chuva cessava e um vento fino franzia a tarde tímida e lavada, eu saía a brincar, pela calçada, nos meus tempos felizes de menino. Fazia de papel, toda uma armada: e, estendendo o meu braço pequenino, eu soltava os barquinhos sem destino, ao longo das sarjetas, na enxurrada. Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, que não são barcos de ouro os meus ideais, são feitos de papel, são como aqueles, perfeitamente, exatamente iguais... Que os meus barquinhos - lá se foram eles! Foram-se embora e não voltaram mais! (G.Almeida).

[apesar de tudo, o que importa]: Há ainda quem conte que o burro também se pusera a dançar, afinal, não fora debalde que o Homem Mais Feio lhe dera vinho. Fosse isso verdade ou não, pouco importa, e se o burro não dançou nessa noite ocorreram contudo, coisas maiores e muito mais singulares do que um burro bailar. Como diz o provérbio de Zaratustra: "Que importa!"... (F.N., Z, IV, O canto de embriaguez)

(de um site de relacionamento)