"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite

Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]

"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Minha felicidade (Nietzsche)


2. Minha felicidade (Nietzsche)

 
Cansado de tanto buscar

Aprendi a encontrar.

Depois que o vento me opôs resistência

Navego com todos os ventos.

 
(o acima é de memória, segue outra versão abaixo com indicação de fonte)

 
Depois que cansei de procurar

Aprendi a encontrar.

Depois que um vento me opôs resistência

Velejo com todos os ventos.

[da “parte” Brincadeira, astúcia e vingança: prelúdio em rimas alemãs – Friedrich Nietzsche, A gaia ciência, trad. Paulo César de Souza, Cia das Letras, São Paulo, 2001, p. 17]

Felicidade na vida adulta (Drauzio Varella)


Felicidade na vida adulta (Drauzio Varella)
 
(..)
 
Na vida adulta, a felicidade é caprichosa como a mulher mais desejada. Inútil aguardar que venha a nós, é preciso persegui-la com afinco e estar atento para não deixá-la passar despercebida no meio das atribulações cotidianas, porque o menor descuido é capaz de afugentá-la por tempo indeterminado. Ela é inimiga dos afoitos que a cortejam com intenções imediatas, para entregar-se exige dedicação extrema, sabedoria, desprendimento, perspicácia e sobretudo paciência.
 
(...)
 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/1207534-fim-de-ano-feliz.shtml

quinta-feira, 1 de março de 2012

Coisas para aprender sobre a vida (Bruno Medina)

5 ou 6 Coisas que você deveria aprender sobre a vida [Bruno Medina (Portal G1)]

Assim como muita gente, talvez também você, leitor, tenha ao longo de sua vida dedicado alguns minutos que fossem à reflexão sobre esta que é, sem dúvida, uma pergunta soberana: afinal, qual seria a fórmula para alcançar a verdadeira felicidade –se é que isso de fato existe? Ainda que sem pretensões de elucidar a intrigante questão que –digamos– poderia ser considerada como a cenoura a frente do cavalo que puxa a carroça de nossa hesitante existência, Karl Pillemer, professor de desenvolvimento humano da Cornell University, resolveu dedicar seu suor à busca de aprendizados que tornassem nossa jornada por esse mundão um tanto mais simples e agradável.
Seu novo livro, “30 Lessons for Living”, é uma compilação de mais de 1.000 entrevistas realizadas com idosos de diferentes níveis econômicos e educacionais, destinadas ao objetivo de oferecer (a quem ainda resta tempo para agir diferente) conselhos práticos baseados no que estes fizeram de certo ou errado em suas vidas. A cobertura do estudo, realizada pelo New York Times, inclui uma galeria que reúne depoimentos em vídeo, onde é possível assistir aos idosos destilando suas preciosas sabedorias. Para quem ficou curioso, aqui vai um breve resumo:
O que os idosos dizem sobre:
CARREIRA – dentre os 1.000 entrevistados, nenhum (eu disse nenhum) considerou que a felicidade estaria associada ao trabalho excessivo que rendesse dinheiro suficiente para comprar o que quer que fosse. Segundo um ex-atleta profissional de 83 anos, “o mais importante é ter um emprego que constantemente te faça ficar ansioso para trabalhar no dia seguinte”. Outra dica importante é resistir à armadilha de ascender profissionalmente a partir de um cargo que, apesar de mais lucrativo, te afaste de fazer o que você realmente ama.
CASAMENTO – ainda de acordo com o estudo, obter um casamento satisfatório, destes que se estendem por toda uma vida, estaria associado à capacidade que o casal desenvolve de contornar suas dificuldades através do diálogo, bem como de saber ceder quando é preciso. Apesar do envolvimento romântico ser o principal fator para aproximar pessoas, o que as mantém juntas por muito tempo é, sobretudo, o respeito mútuo e o sentimento de amizade.
PATERNIDADE – é preciso tomar cuidado para que as demandas do mundo atual e os objetivos profissionais impactem negativamente a vida dos pequenos. Aprenda a passar tempo com eles, dizem os idosos, fazendo o que gostam, e não o que você julga ser o mais adequado. Esta seria a receita para detectar possíveis problemas e disseminar valores sólidos. Disciplina é importante, mas castigos físicos dificilmente geram qualquer benefício.
ENVELHECIMENTO – “Ao invés de rechaçá-lo, o abrace. Envelhecer é tanto uma atitude quanto um processo”, disse uma mulher de 80 anos. Um conselho dos idosos abordados na pesquisa: “Não gaste sua juventude se preocupando em tornar-se velho”. Para a maioria dos entrevistados, cada década e cada idade trazem oportunidades inéditas, sendo que o mais importante é manter-se aberto para contatos sociais e sempre estar disposto a aprender algo novo. Sobre o tema, uma senhora de 92 anos declarou: “acho que sou mais feliz agora do que em qualquer outro momento da minha vida. Coisas que sempre me preocuparam deixaram de ser importantes, ou se tornaram menos importantes”.
ARREPENDIMENTOS – “Seja sempre honesto”, é o conselho dos idosos para evitar remorsos dolorosos e duradouros. Tire proveito das oportunidades e aceite todos os desafios que a vida puser em seu caminho. E viaje sempre, o máximo que puder, sem deixar para fazê-lo apenas quando tiver uma melhor condição financeira, filhos crescidos ou maior estabilidade profissional.  Na visão dos entrevistados, viajar é tão recompensante que deveria ser priorizado em função das coisas em que os jovens normalmente costumam preferir comprometer seus orçamentos. A dica é fazer uma lista dos destinos dos sonhos e ir os riscando a medida em que as viagens forem se concretizando.
FELICIDADE – quanto a este aspecto específico, talvez o mais importante entre todos os pesquisados, a abordagem aos idosos participantes do estudo apontou uma conclusão praticamente unânime, sintetizada nas palavras de uma senhora de 75 anos: “você não tem qualquer influência sobre as coisas que te acontecem ao longo da vida, mas pode ter controle absoluto sobre a forma de reagir a elas”. Ser feliz, portanto, seria uma escolha consciente.
Em sua opinião, os velhinhos têm ou não razão? Melhor ainda: há alguma lição que você já aprendeu e não está na lista? Se este é o caso, então divida com a gente!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tristeza proibida (Guilhermina Guinle)


Tristeza proibida (Guilhermina Guinle)

"Nos dias de hoje, parece proibido ficar triste. Tudo tem de ser imediatamente solucionado, do contrário, toma-se remédio. Mas tristeza é parte essencial da vida e do amadurecimento, um contraponto para entender o que é a felicidade. Mesmo que eu sofra por um tempo, tenho consciência de que irá passar. Lido numa boa com momentos de dor. Talvez por isso meus amigos gostem de falar comigo quando estão com problemas. Sou meio poliana."

[http://revistaalfa.abril.com.br/nossas-mulheres/atriz/o-mundo-esta-muito-libertino/] - acesso: 06/out/2011

A foto: (Guilhermina Ginle e Fabio Junior)
http://www.google.com.br/imgres?q=guilhermina+guinle+e+fabio+junior&um=1&hl=pt-BR&tbm=isch&tbnid=kLZhBgQPVq2iEM:&imgrefurl=http://www.paraibaagora.com/index.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D14583%26Itemid%3D27&docid=rHnYdl-SCcwjUM&w=630&h=425&ei=3L2NTqLnGs-ftwfvyZGtDA&zoom=1&iact=hc&vpx=155&vpy=291&dur=1180&hovh=184&hovw=273&tx=142&ty=126&page=6&tbnh=104&tbnw=146&start=99&ndsp=22&ved=1t:429,r:0,s:99&biw=1366&bih=595
http://www.paraibaagora.com/index.php?option=com_content&task=view&id=14583&Itemid=27

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Felicidade obrigatória

“Acho péssima essa obrigação de ser sempre feliz. Tristeza é fundamental.”

Renata Vasconcellos, jornalista e recém-separada após 16 anos de casamento, à revista TPM

[Reprodução da Revista Época, São Paulo, Ed. Globo, edição 677, 09/mai/2011, p. 41]

Educação, sucesso e felicidade

“Preferiria que Summerhill produzisse um varredor de rua feliz do que um primeiro-ministro neurótico”

Frase com a qual Zoe Readhead, atual diretora da Summerhill School, encerra seus e-mails

[Revista Nova Escola, São Paulo, Ed. Abril, edição 241, abril/2011, p. 86]