retratos de memória, frases diversas, fotos, ilustrações, coisas sem importância alguma & variedades de todo o gênero
"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]
"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
_____________________________________________________________________________________________________
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sem título
Certa feita uma abelha, ou vespa, ou marimbondo, ou inseto voador qualquer com ferrão e veneno, já cansado(a) de tanto voar por aí sem rumo e destino, num prato de doces veio então a pousar, em cima de uma mesa ou escrivaninha, ao lado de uma estante de livros (montoeira seria o correto), em frente a uma cadeira (cadeira?). Escolheu dos doces (de alguém que seria viciado em açúcar) o que mais lhe apetecia (abóbora), tendo ali permanecido... Era noite (voa-se à noite?) e, pelo vidro da janela iluminou a cena a pálida luz do plenilúnio. Sentado na cadeira (devia ser sofá ou poltrona), um homem, já bem velho, muito, muito velho, com um livro nas mãos (quem consegue ler em cadeira?), tendo visto tanta coisa nessa vida, olha ainda a imagem dessa cena, ajeita nos olhos da cara os ensebados óculos e, esforçando-se para enxergar o que ora vê, por um breve momento tem/teve grata lembrança de um passado remoto, remotíssimo. Por um breve momento.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário