"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite

Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]

"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Leitura para ficar esperto (revista Superinteressante)


Ciência Maluca
Quer ficar esperto? Leia um livro que não faz sentido
por Nina Weingrill

Psicólogos americanos pediram a voluntários que lessem Um Médico Rural, de Franz Kafka - um conto surrealista, com algumas passagens aparentemente sem sentido. Outro grupo leu uma versão reescrita do livro, que fazia sentido. Depois, todo mundo fez uma prova de gramática - e quem tinha lido a versão sem pé nem cabeça se saiu melhor. Possível explicação: o nonsense motiva o cérebro, que fica mais alerta.
[http://super.abril.com.br/ciencia/quer-ficar-esperto-leia-livro-nao-faz-sentido-614971.shtml]
[versão impressa: Revista Superinteressante, janeiro/2010, p. 28 (seção Supernovas)]

Escrever à mão é melhor do que digitar (revista Superinteressante)

SUPERNOVAS

Escrever à mão é melhor do que digitar: Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado.

por Bruno Garattoni

Quer aprender alguma coisa? Anote à mão. Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado. A explicação é que a escrita manual demanda mais esforço e concentração do cérebro, favorecendo o processo de aprendizagem.

[edição impressa: Revista Superinteressante, edição 289, março/2011, seção Supernovas, p. 19]

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eventualidade em concurso

Eventualidade em concurso



Dados que os fatos efetivamente ocorreram conforme o que a seguir se relata, foi assim, ou mais ou menos equivalente ao que ora se declara. Em determinada cidade grande, capitania de Estado (totalmente diferente das províncias), como sói acontecer, há mais de um logradouro/via pública com o mesmo nome. Bom, ao indivíduo em questão não lhe ocorreu essa idéia, o que é lamentável, até certo ponto. Consultando o oráculo então, localizou o bairro e a dita rua, traçou parte da rota que faria à pé e, no dia específico, despedindo-se de seus familiares, saiu de sua casa e para lá se encaminhou. Logrou conseguir carona de automóvel até o terminal de pólis Ferraz, apanhou o coletivo, desceu no terminal de carne-seca/charque-ada, entrou no metropolitano da linha azulada, baldeou na Santa Sé/Vaticano para a linha avermelhada, desceu numa das estações e caminhou até o destino. Lá chegando, ao entrar na rua pelo número menor, foi interpelado por um casal de automóvel que lhe perguntava onde que era a rua “tal”, ao que lhes respondeu que a rua “tal” era a rua onde estavam. Disseram-lhe que procuravam um número maior, ao que lhes disse que provavelmente era mais para o final e para cima, visto que estavam no início da rua. Falaram-lhe que procuravam o prédio de uma instituição de educação superior para fazer uma prova, ao que lhes disse procurava a mesma coisa com a mesma finalidade. Foi-lhe oferecido carona, prontamente aceita. Chegando ao final da rua eis que não há o prédio da superior instituição, ao que então se consideram perdidos. Param um indivíduo próximo a um estabelecimento comercial qualquer para lhe perguntar. O cidadão informa que o local é próximo a marginal tal e ensina o caminho. No guiador global de posicionamento há também uma outra rua “tal”, carregam o sistema e seguem para lá. O bom cidadão orientador se propõe a ser guia até a dita marginal, vai com o carro na frente e é então seguido. Deixa-os próximo à marginal e vai-se. A partir daí segue-se o guia posicionador e se chega até o local, em tempo. São eles Vitor e Elem, da cidade de Assis. Vitor conduzia o automóvel, somente Elem faria a prova. Vitor estudou História em Londrina, gosta de Kafka (tinha uma caixa com livros desse autor no banco de trás - tradução do Modesto Carone). Elem é funcionária pública, trabalha no Detran da cidade. Foram ao festival SUV em Paulínia. Vitor os deixou próximo à instituição (impossível estacionar) e foi achar um local para almoçar e passar o tempo da prova. Os deixados foram à padaria e tomaram um lanche antes da prova. Misto quente e bauru, suco e café. Chocolate e chiclete. E foram fazer a prova. O gabarito saiu. Resta o resultado. Sorte, eventualidade, fato indiferente perante a ordem das coisas e do mundo? Aguardemos o resultado.



Em breve resumo: alguém foi fazer prova de concurso, não pesquisou direito o local e foi para o destino errado. Lá chegando foi eventualmente encontrado e conduzido ao local correto. Se passar na prova diria que foi muita sorte. Se não passar diria que foi algo indiferente.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Chiclete nas provas? (Revista Superinteressante / Galileu)

Chiclete deixa você mais inteligente. {veja também atualização no final}

Mascar chiclete pode melhorar a memória, a atenção e o raciocínio. É a constatação de um estudo feito nos EUA, em que 159 estudantes resolveram problemas de lógica - com metade deles mascando chiclete durante o teste. Quem mascava chiclete se saiu melhor em 5 dos 6 exercícios. Os cientistas ainda não podem explicar esse efeito positivo, que dura cerca de 20 minutos.

[Revista Superinteressante, Edição 300, janeiro/2012, p. 18 (seção Supernovas/Ciência maluca)]

***

{atualização em 03/set/2012 - fonte: Revista Galileu}

Mascar chiclete prejudica seu raciocínio: ao que tudo indica a ideia de que o hábito aumenta sua concentração não faz sentido

por Redação Galileu

Uma pesquisa anterior feita pela Universidade St. Lawrence mostrava que mascar chiclete aumentava sua concentração e, por consequência, dava uma ajuda na hora de resolver problemas de matemática. Se você passou a adotar esse método na hora de fazer contas, no entanto, é bom repensar o hábito: um novo estudo revelou que isso pode prejudicar enormemente a sua memória de curto prazo.

Para chegar a essa conclusão, cientistas da Universidade de Cardiff pediram que grupos de voluntários (mascando chiclete ou não) fizessem uma série de desafios que envolviam a capacidade de lembrar listas de números ou de palavras. Foi assim que os pesquisadores perceberam que a goma de mascar nos faz esquecer itens ou misturar a ordem deles.

Enquanto os cientistas de St. Lawrence acreditavam que o movimento de mastigação contínuo fazia com que mais sangue fosse bombeado para o cérebro, o estudo de Cardiff mostra que uma ação periódica como essa acaba confundindo nossa habilidade cognitiva. Quer um exemplo? Tente gravar um número de telefone em sua memória. Agora tente fazer a mesma coisa com outra sequência de números enquanto bate seu dedo indicador repetidamente na mesa. Sentiu a diferença?
 
[http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI304282-17770,00-MASCAR+CHICLETE+PREJUDICA+SEU+RACIOCINIO.html]

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Reprovar é normal (concurso)

Parte da matéria/reportagem de Vinicius Gorczeski "Região tem 44% das vagas para concurso: seguir na carreira pública requer equilíbrio entre dedicação aos estudos e lazer", no jornal Diário do Grande ABC, edição de 28/nov/2011, caderno de Economia, p. 01.

[para acesso à primeira parte da máteria:
http://www.dgabc.com.br/News/5928778/regiao-tem-44-dasvagas-para-concurso.aspx]

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estudo para vestibular: depoimento (Rafael Ulysses Azevedo)

No topo da medicina da USP: Rafael Azevedo conta como se preparou para passar em primeiro lugar num dos vestibulares mais concorridos do país

Revista Época: Como eu fiz - 04/11/2011 21h43 - Atualizado em 11/11/2011 17h23
RAFAEL ULYSSES AZEVEDO: Paulistano de 22 anos, passou em primeiro lugar no vestibular deste ano para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
“Sempre fui bom aluno, mas o Colégio Naval (em Angra dos Reis, Rio de Janeiro), onde cursei o ensino médio, me ajudou a ter disciplina. A rotina era puxada. Saí de lá direto para engenharia da computação, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Depois de um ano, não estava contente com o curso. Decidi voltar para São Paulo, onde nasci, e tentar a carreira de medicina. Fiz um ano de cursinho e passei em duas faculdades, mas nenhuma delas era a USP. Preferi estudar por mais um ano para entrar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, meu sonho. 
Tinha muita clareza de como organizar os estudos para melhorar meu rendimento. Planejamento é fundamental. Quando a gente não estipula tempo para as coisas, fica impossível seguir uma rotina de estudos. O dia passa voando. Manter uma vida social regular e fazer exercícios físicos é tão importante quanto estudar. Corria ou fazia musculação quase todos os dias. Isso me deixava menos estressado e aumentava meu rendimento.
Sou autodidata e aprendia mais estudando em casa do que no cursinho. Por causa disso, não assistia a todas as aulas. Busquei outras fontes de conhecimento, como livros que não eram da lista de leitura obrigatória. Recorria a revistas e jornais para ficar por dentro do que acontecia no mundo, já que os vestibulares cobram atualidades. Isso tudo me ajudou a escrever melhor e a aprimorar minha capacidade de interpretar textos.
É importante conhecer o estilo dos vestibulares. As provas costumam seguir um padrão, e isso ajuda a criar uma estratégia de estudo, principalmente para quem quer ir bem num vestibular específico, como era meu caso. A nota da primeira fase não era mais considerada na pontuação total na Fuvest (o vestibular da USP). Então, procurei me concentrar, na segunda fase, a parte escrita. Por isso treinei muita redação, o que foi determinante para ir bem nas provas.
Todos os dias, acordava entre 7 e 8 horas e estudava até a hora do almoço. Comia, descansava um pouco e voltava para os livros. Lá pelas 18 horas parava para fazer alguma atividade física. À noite, também estudava, mas não muito, para dormir bem. Sempre valorizei minha qualidade de vida. Via minha namorada e meus amigos somente aos fins de semana para não atrapalhar os estudos. Meus pais também sempre me apoiaram. E me incentivaram para alcançar meus objetivos. É fundamental que as pessoas que convivem com você saibam do desafio que é passar no vestibular e o apoiem incondicionalmente.”
[http://revistaepoca.globo.com/Vida-util/noticia/2011/11/no-topo-da-medicina-da-usp.html]

Escreva para não travar na prova (revista Época)

Escreva para não travar na prova: Pesquisadores da Universidade de Chicago encontraram a solução para os dias de prova na escola: escrever um texto sobre suas aflições 10 minutos antes do teste melhora seu desempenho
Você fica ansioso quando vai fazer uma prova? E isso atrapalha seu desempenho? Infelizmente, nas situações mais importantes, a performance das pessoas acaba sendo mais baixa do que suas capacidades; é como se elas sofressem um bloqueio. Mas um estudo da Universidade de Chicago, publicado na Science do dia 14 de janeiro, deve ajudar a diminuir o nervoso na hora da prova. Os pesquisadores Ramirez e Sian Beilock mostraram que escrever um pouquinho sobre essa ansiedade minutos antes da prova contribui para diminuir a agonia dos alunos. Um breve texto feito 10 minutos antes do teste pode evitar bloqueios e melhorar a nota em até um ponto.
No exercício da escrita, os alunos descarregam suas ansiedades antes de fazer a prova e, portanto, liberam recursos intelectuais necessários para completá-la com sucesso – recursos normalmente tomados por preocupações em relação à própria prova.
Em uma pesquisa anterior, Beilock demonstrou que situações de pressão podem esgotar uma parte do cérebro conhecida como memória de trabalho. Essa memória é uma espécie de bloco de rascunho mental que permite que as pessoas "organizem" informações relevantes para a tarefa. Quando as preocupações são muitas, as pessoas normalmente usam a memória de trabalho para resolver os problemas e acabam por sobrecarregá-la. Assim, perdem parte da capacidade do cérebro para completar a tarefa – nesse caso, a prova.
Experimentos

Para provar essas idéias, Ramirez e Beilock recrutaram 20 estudantes universitários e deram a eles dois testes de matemática curtos. No primeiro, os estudantes só precisavam dar o melhor de si. Antes do segundo, os cientistas criaram uma situação de estresse: disseram que os estudantes que tivessem um bom desempenho receberiam dinheiro e que todos dependiam da melhora do desempenho do grupo – como forma de criar pressão entre os colegas. Eles também foram informados de que seu trabalho seria filmado, e que os professores de matemática assistiriam depois. Metade dos alunos receberam 10 minutos para escrever sobre seus medos e angústias sobre a prova (grupo da escrita), e a outra metade deveria permanecer sentada e quieta (grupo controle).
O grupo da escrita teve um desempenho significativamente melhor do que o grupo controle. "Os participantes que não escreveram tiveram uma queda de 12% do primeiro para o segundo teste, enquanto os alunos que expressaram seus pensamentos antes do teste de alta pressão tiveram uma melhora de 5%", escreveram os pesquisadores.

Em outro experimento, os pesquisadores mostraram que não era apenas o ato de escrever que ajudava os alunos. Na verdade, escrever sobre seus sentimentos em relação ao teste é que evitou que eles "travassem" na hora da prova.

Os pesquisadores também realizaram dois experimentos envolvendo estudantes de biologia no primeiro exame final de suas vidas no ensino médio. Pediram que eles escrevessem o texto seis semanas antes do exame final com o seguinte tema "Durante os testes, eu me pego pensando sobre as conseqüências do meu fracasso".
No outro experimento, minutos antes do exame final da biologia, alguns alunos deveriam escrever sobre seus sentimentos em relação à prova, e, outros, pensar sobre temas que não tinham a ver com ela. Quando os pesquisadores examinaram as notas dos alunos, descobriram que estudantes que não haviam escrito ficaram mais ansiosos e com nota menor, B-. Por outro lado, quem teve a oportunidade de escrever antes do exame teve uma performance tão boa quanto os colegas que normalmente não ficam ansiosos em testes – tiraram B+.

Mesmo que o professor não dê a chance aos alunos de escrever antes da prova, eles devem fazer isso de forma independente para melhorar seu desempenho. "Na verdade, achamos que esse tipo de escrita ajuda as pessoas a atingirem sua melhor performance em várias situações em que estão sob pressão: uma apresentação a um cliente, um discurso para uma platéia ou até mesmo uma entrevista de emprego", disse Beilock. "O bloqueio nos exames é um problema grave, uma vez que esse desempenho afeta futuras oportunidades acadêmicas", afirmou.
[http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202004-15224,00.html]

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esqueça o que você sabe sobre como estudar (Benedict Carey)

Esqueça o que você sabe sobre como estudar (Benedict Carey)


Por Benedict Carey, do New York Times
Psicólogos descobriram que alguns dos mais sagrados conselhos sobre como estudar estão errados. “Reserve um espaço tranquilo; respeite o cronograma de tarefas; estabeleça metas e limites” -as conclusões contradizem grande parte dessa sabedoria comum. Na verdade, algumas técnicas simples podem melhorar de forma confiável o quanto um aluno aprende ao estudar.
Por exemplo, em vez de ficar em um só local, o simples fato de alternar o ambiente do estudo já melhora a atenção. O mesmo vale quanto a estudar habilidades ou conceitos distintos, mas correlatos, de uma só vez, em lugar de focar intensamente em uma coisa só. “Conhecemos esses princípios já há algum tempo, e é intrigante que as escolas não os tenham adotado, ou que as pessoas não os aprendam por tentativa e erro”, disse Robert Bjork, psicólogo da Universidade da Califórnia, Los Angeles.
Veja a noção de que as crianças têm estilos de aprendizado específicos -que algumas são mais “visuais”, enquanto outras aprendem “de ouvido”; ou que algumas usam mais o lado esquerdo do cérebro, e outras usam mais o direito. Numa recente revisão publicada na revista “Psychological Science in the Public Interest”, uma equipe de psicólogos não encontrou praticamente nada que corroborasse tais ideias. Eles consideraram “chocante e perturbadora” a popularidade de uma abordagem tão pouco comprovada.
Muitos cursos voltados para como estudar melhor insistem que o aluno encontre um local específico para trabalhar. A pesquisa concluiu justamente o contrário. O cérebro estabelece associações sutis entre o que é estudado e as sensações notadas naquele momento no ambiente. Ele dá ao Tratado de Versalhes as mesmas cores da luz fluorescente do alojamento estudantil, digamos; ou atribui ao Plano Marshall o tom de verde do salgueiro no quintal.
“O que achamos que acontece é que, quando o contexto externo varia, a informação é enriquecida, retardando o esquecimento”, disse Bjork. Da mesma forma, variar o tipo de material estudado em uma só sessão parece deixar uma impressão mais profunda no cérebro, em vez de se concentrar numa só coisa por vez.
A pesquisa também contraria a abordagem da “imersão intensiva”. Entupir apressadamente um cérebro é como tentar encher de repente uma mala vagabunda: ela segura o conteúdo por algum tempo, até que tudo se esparrama. Quando a “mala neurológica” é enchida de modo gradual e cuidadoso, ela retém o conteúdo por bem mais tempo. Uma hora de estudos por noite, uma hora no fim de semana, outra sessão daqui a uma semana: tal espaçamento melhora a rememoração posterior.
Ninguém sabe por quê. Talvez o cérebro, ao revisitar o material, tenha de reaprender parte do que havia absorvido, antes de incorporar mais coisas e pode ser que esse processo sirva de reforço. “A ideia é que o esquecer é amigo do aprender”, afirmou Nate Kornell, psicólogo do Williams College, de Massachusetts, e autor de um estudo sobre o aprendizado. “Quando você esquece algo, isso permite que você reaprenda, e o faça efetivamente da próxima vez que vir isso.”
Publicado também no jornal Folha de São Paulo, em 27/set/2011 [suplemento The New York Times]

Como estudar para uma prova (Yaled Navtra)

Como estudar para uma prova (Yaled Navtra)
Revista Superinteressante - edição dezembro/2010 - Seção Supermanual
Esqueça o que você aprendeu sobre aprender: variar ambientes, misturar conteúdos e prêmios são essenciais para fixar conteúdo. Sem abandonar a disciplina, siga estas dicas cientificamente comprovadas - e boa sorte.

MUDE DE AMBIENTE
Associamos o conteúdo com o ambiente de estudo. Pense: é mais fácil se lembrar do que você come em restaurantes diferentes do que no mesmo refeitório. Forçar associações 1ª Guerra-sala/ 2ª Guerra-cozinha) torna a informação mais encontrável quando você precisar dela.

MISTURE ASSUNTOS
Uma sequência de gramática, matemática e história exige mais do cérebro do que se concentrar em um assunto por vez. Esse esforço é bom: em vez de engatar no piloto automático e não muito concentrado, trocar de assunto faz com que ele retome a atenção a cada assunto novo.

DÊ UNS TEMPOS
Uma sessão na sexta, outra no fim de semana e outra na segunda são melhores do que um domingo inteiro de dedicação. Quando você retomar o mesmo assunto depois de um tempo, seu cérebro vai fazer uma revisão automática para então aprender coisas novas.

FORCE A MEMÓRIA
Tente se lembrar do conteúdo sem consulta. Recuperar uma ideia é diferente de tirar um livro da estante: lembrar altera a forma como a informação será arquivada, tornando-a mais acessível e relevante quando precisar dela novamente.

DE MAL A MELHOR
A ordem das matérias deve ser da mais difícil para a mais fácil, ou da menos familiar para a mais conhecida. O resultado é que a sessão de estudo vai se tornando menos chata conforme progride, prevenindo desistências.

LAZER INCLUÍDO
Estudar pensando em diversão é tão ruim quanto não estudar. Inclua no seu planejamento prêmios por dever cumprido: Se você seguir sua programação, pode se dar ao luxo de uma sessão de cinema ou um barzinho.

[http://super.abril.com.br/cotidiano/como-estudar-prova-637599.shtml] - acesso: 07/11/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para quem vai prestar concurso: dicas (do Jornal O Estado de São Paulo)

Imersão total nos estudos é a dica para quem vai prestar concurso

Especialistas dizem que o segredo para passar é planejamento e comprometimento

Além dos concursos públicos em andamento, outros são aguardados com ansiedade por quem pretende conquistar um emprego, como os para técnico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), escriturário do Banco do Brasil, técnico e analista do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e auditor fiscal tributário do município de São Paulo. Todos já foram autorizados e os editais podem sair a qualquer momento. Por isso, quem vai disputar uma vaga no serviço público deve arregaçar as mangas e começar a estudar já. Para não ser pego de surpresa, a recomendação de especialistas é sair na frente e estudar com antecedência.
Segundo o diretor de recursos humanos da escola Central de Concursos, José Luis Romero Baubeta, da publicação do edital, que define as regras do certame, até a data das provas o espaço de tempo é muito curto, de 60 a 90 dias. "Não é recomendável, pedagogicamente, deixar para estudar somente quando sair o edital, mesmo que o candidato tenha uma boa base", ensina.
O jurista, cientista criminal e presidente da rede de ensino LFG, Luiz Flávio Gomes, diz que o pretendente, ao escolher a prova da qual vai participar, deve agir como de esse fosse o seu maior projeto de vida. "O candidato deve se comprometer com seus estudos, ter foco no seu objetivo e muita dedicação."
Sobre as matérias que deve estudar, Gomes ressalta que todo processo seletivo tem um programa de disciplinas que serão exigidas. Por isso, é importante que o aluno se organize para que seu tempo de estudo abranja todo o conteúdo previsto no edital, analisando item por item.
"É preciso que o candidato faça um planejamento diário de estudos para que haja continuidade do aprendizado e da memorização das disciplinas." Baubeta reforça a dica e lembra que o postulante precisa estudar com antecedência, com planejamento e comprometimento.

Matérias comuns
Para o coordenador geral da Siga Concursos, Carlos Alberto De Lucca, o disputante não deve pensar somente em um certame. "Quando estuda as matérias comuns, o candidato está se preparando para vários processos. Por isso, o ideal é aproveitar as oportunidades e prestar aqueles que julgar interessante."
Antes da publicação do edital, é bom estudar as matérias básicas e comuns à maior parte dos processos seletivos como português, matemática, raciocínio lógico e informática. Depois da divulgação das regras, é fundamental direcionar os estudos para as disciplinas que serão o foco do concurso.

Tempo
Outro conselho importante dado pelos especialistas diz respeito às horas diárias de estudo. Baubeta afirma que não existe regra, mas o recomendável é que o estudante gaste em casa ou em grupo o mesmo número de horas empregadas em na sala de aula. "Por exemplo, se estuda três horas diárias na escola, deve estudar também três horas em casa", orienta.
Os candidatos também devem observar quais são as organizadoras dos concursos. "Entre as bancas organizadoras temos a Fundação Carlos Chagas e o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) e cada uma delas têm suas características. Por isso, é importante estar atento às provas anteriores realizadas pela banca", diz Gomes.
Emerson dos Reis, de 29 anos, e estuda uma hora e meia por dia, além do período em sala de aula: todos os dias das 9h à 12h. No sábado estuda três horas e no domingo outras seis. Reis ainda trabalha das 14h às 22h.Ele já prestou quatro concursos públicos. Passou no da Polícia Militar, mas era para vagas temporárias. Nos outros três, foi reprovado.
Agora, Emerson dedica todo seu tempo vago aos estudos. Ele se prepara para disputar uma vaga de técnico do INSS.

CARACTERÍSTICAS DAS PROVAS DE ACORDO COM AS ORGANIZADORAS

Escola de Administração Fazendária (Esaf)
TIPO DE PROVA: múltipla escolha
GRAU DE DIFICULDADE: predominam questões com grau de dificuldade médio e difícil
SUGESTÃO DE ESTUDOS: deve-se estudar questões de provas anteriores de português, informática, raciocínio lógico, direito constitucional e matemática. Quando estudar matérias específicas, dê preferência aos assuntos mais importantes
DICAS PARA RESOLUÇÃO DA PROVA: é elaborada de maneira que, mesmo os candidatos mais bem preparados dificilmente conseguem resolver todas as questões, porque deverá faltar tempo hábil. Assim, o postulante deve resolver primeiramente as perguntas mais fáceis de todas as matérias. Deve estar consciente de que encontrará tópicos difíceis e trabalhosos que deverão ser resolvidos no fim

Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UNB)
TIPO DE PROVA: geralmente questões do tipo certo ou errado. GRAU DE DIFICULDADE: normalmente médio
SUGESTÃO DE ESTUDOS: É importante resolver questões de certames anteriores realizados pelo Centro. As perguntas costumam abordar alguns tópicos do conteúdo programático. Portanto, inicie os estudos pelos tópicos principais
DICAS PARA RESOLUÇÃO DA PROVA: como não é organizada por disciplina, o candidato deve resolver primeiro as questões mais fáceis na ordem que aparecer. Como as erradas prejudicam a pontuação do candidato, a grande dica é evitar os chutes

Fundação Carlos Chagas (FCC)
TIPO DE PROVA: normalmente questões de múltipla escolha
GRAU DE DIFICULDADE: médio e difícil
SUGESTÃO DE ESTUDOS: A Fundação Carlos Chagas procura perguntar sobre todo o conteúdo programático. É fundamental estudar todo o programa do processo seletivo e não apenas os tópicos principais. Também é importante resolver as questões das disputas anteriores
DICAS PARA RESOLUÇÃO DA PROVA: como as questões vêm organizadas por disciplina, inicie resolvendo as mais fáceis das matérias que tiver mais familiaridade e, a seguir, as questões mais fáceis das demais disciplinas. Só então resolva as mais difíceis e trabalhosas.

Fundação para Vestibular da Universidade Federal Paulista (Vunesp)
TIPO DE PROVA: geralmente múltipla escolha
GRAU DE DIFICULDADE: predomina o médio
SUGESTÃO DE ESTUDOS: a Vunesp procura perguntar sobre todo o conteúdo programático. É importante estudar todo o programa proposto
DICAS PARA RESOLUÇÃO DA PROVA: as questões costumam ser organizadas por disciplina. Portanto, inicie resolvendo as questões mais fáceis daquelas matérias que tiver mais facilidade. Depois passe para as mais fáceis das demais disciplinas.



16 de outubro de 2011 | 16h 45 | REGINA ABRÃO - O Estado de S. Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Datilografia para concursos

Datilografia para concursos
Houve um domingo pela manhã em que, saindo de uma estação de metrô, eventualmente dois prestadores de concurso se encontraram, sendo certo que ambos dirigiam-se ao local onde fariam uma prova de digitação, segunda fase desses concursos públicos que amiúde ocorrem.

E foram pelo caminho discorrendo sobre assuntos diversos e que tais relacionados ao tema. A certa altura da conversa ressaltou-se, com orgulho fingido, o fato de que eles tivessem certa vantagem sobre a maioria dos concorrentes, visto que os dois haviam feito o extinto curso de datilografia, e os concorrentes por mais jovens (considerado que os dois já haviam dobrado o cabo das boas esperas), não o teriam feito. Então parte destes, os concorrentes, “catariam milho” no teclado, colocando-se em posição de desvantagem. E por aí vai. Desejaram-se a boa sorte de praxe e o primeiro adentrou ao local de prova.

Encontraram-se posteriormente já dentro das dependências, o primeiro de saída, já fizera sua prova e garantira ao segundo que estava fácil, bem “tranquila”, tratava-se apenas de um texto para formatação e digitação.

O segundo, já na prova, tendo iniciado os trabalhos, observa que veio por sentar-se justamente ao lado de um dos jovens “catadores de milho”. E foi exatamente este jovem que, digitando como podia e sabia, ainda que com suas “limitações”, terminou a sua prova satisfatoriamente, tudo digitado, formatado e conferido, enquanto que o segundo nosso conhecido, com a pretensa vantagem de ter feito o curso extinto, digitou o texto é verdade, mas não conseguiu terminar a formatação.

***
PS (de 10/jan/2012)
Posteriormente a prova da 2ª fase do concurso (digitação) foi cancelada. Dizem que o nosso segundo prestador de concurso treinou um pouco, coisa que não fazia há tempo, sendo certo que fez a prova corretamente, digitando tudo, formatando e conferindo (revisando) e, ao final foi devidamente classificado no certame, como previsto.