"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite

Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]

"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Convite (trecho): Henriqueta Lisboa

Convite (trecho)

(...)

Por que não vens, à hora confidencial do crepúsculo
sobre o banco de pedra esquecido entre árvores,
junto à fonte chorosa
e os afagos do vento perfumados de flores,
derramar no meu coração
as palavras reveladoras
que me fariam participar da tua amargura,
do teu desespero,
ou simplesmente do teu cansaço de viver?...

Quando desfalecesse a tua voz em sussurro
e o luar surgisse acariciando o céu em penumbra,
(...)

Henriqueta Lisboa – do livro: Prisioneira da Noite (1935 – 1939)

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