(...) Menipo
Tudo o que vejo são ossos e crânios despidos de carne, na maior parte tudo semelhante.
Hermes
E entretanto aquilo é o que todos os poetas celebram com espanto, os ossos que tu pareces desprezar.
Menipo
Todavia, mostra-me Helena, porque eu não seria capaz de identificá-la.
Hermes
Este crânio aqui é Helena.
Menipo
E então, foi por isso que milhares de navios se encheram de homens vindos de toda a Hélade e que tantos caíram, gregos e bárbaros, e tantas cidades ficaram destruídas!
Hermes
Mas não viste, ó Menipo, a mulher viva, porque terias dito, também tu que eras desculpável <>, visto como até as flores, quando secas, se alguém as olhar, acreditará naturalmente que não têm beleza. Mas quando elas estão em floração e têm suas cores, são lindíssimas.
Menipo
Portanto, aquilo que me surpreende, ó Hermes, é que os aqueus não tivessem compreendido que sofriam por uma coisa tão efêmera e que tão facilmente perde a flor. (...)
[LUCIANO, Diálogo dos mortos, Américo da Costa Ramalho (introdução, versão do grego e notas), Brasília, Unb, 1998, pp. 55/6 (XVIII: Menipo e Hermes)]
retratos de memória, frases diversas, fotos, ilustrações, coisas sem importância alguma & variedades de todo o gênero
"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]
"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
_____________________________________________________________________________________________________
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário