O meu lindo galho de salgueiro (Guilherme de Almeida)
És magra, estranha e delicada
Flexível como um galho de salgueiro
Que um dia mergulhou na água estagnada
Do meu olhar hospitaleiro
E desde então nessa atitude
Vives eternamente perturbando
A superfície espiritual do açude
Que não dorme e vai sonhando
Mas todo sonho é como bolha dourada de sabão
O outono um dia virá tirar-lhe a derradeira folha
Com a sua mão cinzenta e fria
E entre juncais e folhas tortas
A flor do velho lago hospitaleiro
Hão de boiar as tuas folhas mortas,
Meu lindo galho de salgueiro.”
retirado de /disponível em:
http://www.al.sp.gov.br/StaticFile/integra_sessao/026aSS080606.htm
retratos de memória, frases diversas, fotos, ilustrações, coisas sem importância alguma & variedades de todo o gênero
"Vem, Noite antiqüíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito. (...) "
[Álvaro de Campos (F. Pessoa), Fragmento de Ode I, in: "Fernando Pessoa: poesia", por Adolfo Casais Monteiro, 10ª ed., Rio de Janeiro, Agir, 1989, p. 76 (col. Nossos Clássicos)]
"(...) noites como esta, em que já não me será dado viver."
[Jostein Gaarder, "A garota das laranjas", Trad. Luiz Antônio de Araújo, São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 127 (citação possivelmente de outrem, constante também em alguma página anterior, provavelmente)]
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